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Entrevistas

Clubes dos Açores devem ser tratados como os restantes

Sexta-Feira, dia 12 de Fevereiro de 2010

Clubes dos Açores devem ser tratados como os restantes

PAULO JORGE SILVA, DELEGADO DOS CLUBES DE BASQUETEBOL DA ILHA TERCEIRA.

Acaba de ser nomeado, por unanimidade, delegado dos clubes da ilha Terceira que participam em competições nacionais de âmbito regular à Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB). Como é que reage a esta distinção?
Foi com grande orgulho e satisfação que recebi esta manifestação de plena confiança por parte dos vários clubes locais que competem em provas nacionais. Espero estar à altura de tamanha responsabilidade e tudo farei para contribuir para o desejado crescimento do basquetebol terceirense, sendo um defensor intransigente dos direitos e preocupações daqueles que me elegeram.

As alterações resultantes do novo regulamento eleitoral da FPB, aprovado na Assembleia-Geral realizada no passado dia 5 de dezembro, reforçam a importância do papel dos clubes?
Penso que sim, uma vez que, estando os clubes representados na Assembleia-Geral, as suas reivindicações terão outro impacto, isto para além de passarem a ter voto nas matérias em discussão. Lembro, a propósito, que anteriormente o direito de voto não era tão democrático, levando em linha de conta que as maiores associações de país reuniam grande parte dos votos, ou seja, as propostas passavam, ou não, com os votos das associações mais poderosas, o que, em determinadas ocasiões, não espelhava a opinião do universo associativo.

O novo sistema reforça o poder das associações da Região Autónoma dos Açores no contexto nacional?
É uma leitura perfeitamente legítima, pois os Açores passam a ter quatro delegados, em representação dos clubes das quatro associações existentes no arquipélago. Creio que é um número deveras significativo, levando em consideração que por quatro votos se ganha e por quatro votos se perde. Agora é importante que nas matérias de fundo – sobretudo naquelas em que está em causa o desenvolvimento da modalidade na Região – as nossas associações votem em sintonia, não criando divisões que seriam de todo desagradáveis, tornando inútil o esforço desenvolvido.

Sente que o desporto açoriano é, em certa medida, discriminado junto dos poderes instituídos?
Prefiro dizer que, se calhar, ainda existe um desconhecimento muito grande do que é, de facto, a realidade açoriana, esquecendo quem de direito que para estarmos, por exemplo, num dos chamados pontos altos da temporada, temos que nos deslocar por via aérea, pelo menos sempre na véspera dos eventos e regressar um dia depois, o que representa custos acrescidos e não apenas a nível financeiro.
Ainda aquando da presença do Boa Viagem na recente edição da Taça da Liga Feminina, prova que se realizou em Vagos durante três dias, o clube teve que pagar a estadia e alimentação da quinta para a sexta-feira. Mais, se, porventura, a equipa tivesse perdido o jogo de sexta-feira, todas as despesas até ao regresso, marcado para a segunda-feira de manhã, seriam por sua conta e risco. É um dos aspetos que se afigura urgente solucionar, até porque não temos a facilidade das equipas continentais que podem ir e vir no próprio dia do jogo.

(Entrevista DI)

 

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Classificação
Equipa J V D
1 Vitoria SC Guimarães 0 0 0
2 AD VAGOS 0 0 0
3 AFC 0 0 0
4 Algés 0 0 0
5 CAB Madeira 0 0 0
6 GDESSA Barreiro 0 0 0
7 Olivais Coimbra 0 0 0
8 Ovarense 0 0 0
9 Quinta dos Lombos 0 0 0
10 SL Benfica 0 0 0
11 U.Sportiva 0 0 0
12 BoaViagem 0 0 0
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