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Entrevistas

«Espírito de sacrifício»

Sexta-Feira, dia 03 de Fevereiro de 2012

«Espírito de sacrifício»

Marcos Couto enaltece triunfo do Boa Viagem
 

As açorianas venceram a Taça Federação Feminina e o treinador não poupa nos elogios às suas pupilas e à estrutura do clube. Marcos Couto salienta, ainda, que o momento chave não aconteceu em Algés, mas sim no fim-de-semana anterior. “Perdemos com o Montijo, quando a cerca de 30 segundos do final do jogo nos encontrávamos a vencer por 5 pontos”, conta. Foi aí que a equipa acionou o sinal de alerta...


# Esta vitória é o resultado da persistência, do trabalho e da dedicação de um clube que aposta no basquetebol feminino?
 
Julgo que essa é uma verdade inquestionável. Esta direção tem tido um desempenho louvável no comando dos destinos deste clube. No entanto o que julgo ser mais relevante no trabalho destas pessoas é o carácter desinteressado e abnegado que pauta a sua ação, o que, temos de convir é cada vez mais difícil de encontrar no dirigismo atual. É acima de tudo a eles que este título é dedicado.
 
# Obviamente que não lhe vou perguntar se pensavam em conquistar este troféu. Mas qual foi o momento chave, no seu entender, para que o Boa Viagem vencesse a Taça Federação?
 
Não posso destacar um momento, até porque o jogo que teoricamente seria mais fácil, contra o Académico, veio a revelar-se de enorme dificuldade. Curiosamente acho que o momento chave não se encontra nesta final a oito, mas sim no fim-de-semana anterior em que perdemos com o Montijo, quando a cerca de 30 segundos do final do jogo nos encontrávamos a vencer por 5 pontos. Foi uma lição a todos os níveis e acho que todos entenderam isso muito bem. Poderia classificar essa derrota como: muito difícil de “digerir” mas de uma grande utilidade. Foi um momento de evolução muito grande, e uma derrota extremamente positiva. Se tivesse de destacar um momento chave destacaria este.
 
# Em que aspetos, ou pontes fortes, da equipa assentou esta vitória do Boa Viagem?
 
Coletivo, espírito de sacrifício e personalidade deste grupo onde tenho de referir o meu adjunto Jorge Cabacinho.
 
# É daqueles treinadores que acredita que uma boa equipa começa a ser construída por um bom base?
 
Acho que é importante do ponto de vista técnico/tático, mas não é tudo. Em meu entender só terás uma boa equipa se tiveres “química” entre eles. É isso que tento construir: um grupo com “química”. Quem anda no desporto sabe o que isto é, e sabe igualmente como é difícil conseguir.
 
# O desfecho desta competição vem provar que é grande o equilíbrio na competição feminina?
 
Não acho. Existem 3 a 4 equipas com um nível muito superior às restantes (Algés, Vagos, Quinta dos Lombos e CAB Madeira), no entanto nas competições a eliminar tudo pode acontecer. Em meu entender nada mais do que isso.
 
# E quanto ao futuro? Serão possíveis mais vitórias do Boa Viagem esta temporada?

Não sei. Não gosto de fazer futurologia. Como disse estamos longe de ser o grupo mais forte e mais experiente, a nossa atleta mais velha tem 25 anos, e desta equipa apenas 3 (Solange Neves, Célia Simões e Barbara Silva) têm experiência de Liga. No entanto, acho que somos das equipas que mais “alma” tem. Ainda é muito cedo e os nossos objetivos são os mesmos: estar presentes nos pontos altos e ficar entre os primeiros seis da fase regular. Se possível ganhar uma competição. Este ultimo, e o mais importante, já está cumprido. Para além disso a época é longa e temos sempre um campeonato até ao Natal e outro que se inicia depois. Vamos ver o desgaste que as equipas apresentam.

Reportagem (DI) 
 

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Classificação
Equipa J V D
1 Vitoria SC Guimarães 0 0 0
2 AD VAGOS 0 0 0
3 AFC 0 0 0
4 Algés 0 0 0
5 CAB Madeira 0 0 0
6 GDESSA Barreiro 0 0 0
7 Olivais Coimbra 0 0 0
8 Ovarense 0 0 0
9 Quinta dos Lombos 0 0 0
10 SL Benfica 0 0 0
11 U.Sportiva 0 0 0
12 BoaViagem 0 0 0
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